Os X-Men devem ser os personagens preferidos de 9 entre 10 dos amantes de quadrinhos, talvez não só pelas revistas como em grande parte pelo sucesso do seriado animado da década de 90 que é lembrado até hoje, que adaptou os melhores e mais famosos arcos dos quadrinhos, introduzindo os “Sentinelas”, robôs que caçam os mutantes. Também adaptou o arco conhecido como “Dias de um Futuro Esquecido” e que também serviu de inspiração para o filme do mesmo nome de 2014.
Ainda tivemos a Saga de Wolverine no Japão, histórias que influenciaram os filmes solo de Wolverine: Imortal de 2013.
O seriado ainda adaptou a Saga de Apocalipse que também foi adaptado no cinema no filme, X-Men: Apocalipse.
Ou seja, de todas as versões para o cinema apesar de não custar os olhos da cara e nem atingir o mesmo público dos longas-metragens, o seriado foi mais feliz em transpor os X-Men dos quadrinhos para o cinema. O que finalmente nos leva ao titulo dessa matéria.
Produção Difícil
A Produção foi difícil e já em suas filmagens finais a Fox detentora dos direitos cinematográficos dos personagens estava sendo vendida para a Disney, então parece que ocorreu um boicote interno, não havia muito interesse que mais um X-Men da Fox fosse lançado, e que acabou acarretando atrasos em sua data de lançamento. Depois tivemos noticias que diversas cenas foram re-filmadas por terem ficado parecidas com o filme da Capitã Marvel da MCU, da adivinha… Disney, agora quem copiou quem? Já que os X-Men estava pronto.
Infelizmente não foi a primeira vez que tentaram usar a história da Fênix/ Fênix Negra no cinema, na versão chamada aqui de “O Confronto Final” com outra escalação de atores que, diga-se de passagem, me agradava mais. Onde Famke Janssen encarnava Jean Grey, mas o roteiro foi fragmentado demais, já em Fênix Negra desperdiçaram uma boa oportunidade.
E nessa versão anêmica de 2019, cujo nome não fez justiça ao enredo, Fênix Negra é um filme insosso, meio preguiçoso e que acabou ficando com cara de filme de sessão da tarde de segunda.
Onde no original “dos quadrinhos” tínhamos uma batalha espacial, no filme tivemos algumas briguinhas em um trem em alta velocidade. Pouco se vê o efeito pirotécnico da Fênix de Fogo no céu e ainda recauchutaram a vilã semelhante ao do ultimo filme da série Millenium.
Mística é descartada
O filme descartou logo de início o personagem que sempre achei desnecessário desde X-men: First Class, que era a “Mística” de Jennifer Lawrence, uma forçada de barra que nunca entendi, aquele papel sob encomenda para beneficio somente da atriz e que tirou a força dos outros personagens da trama para dar importância a um personagem que nunca foi X-Men nos quadrinhos. Mistica sempre foi uma mutante transmorfa renegada da Irmandade dos Mutantes e que faz jogadas de troca com seus poderes, como visto nos primeiros filmes dos X-Men.
E que aqui foi descartada já que ela nunca fez parte da história, mas que no fim para nossa tristeza de fã também não sobrou muito para o resto, também.
Sophie Turner péssima no papel como sempre, parecendo um robô sem nenhuma expressão, e todo o restante dos personagens desperdiçados em conflitos medíocres.
O final dantesco e sem relevância sepulta essa versão da finada Fox dos personagens dos X-Men.
Provavelmente fazendo parte do MCU devem ficar hibernando por algum tempo até que novamente veremos um novo filme com os personagens e espero que acertem a mão.
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